Cinco tecnologias para ajudar pessoas com deficiência visual | Listas

Cinco tecnologias para ajudar pessoas com deficiência visual | Listas

Apesar dos avanços no acesso de
deficientes visuais a uma vida com maior conforto, a tecnologia móvel ainda tem
muito a fazer para deixar os gadgets mais acessíveis às pessoas. É por isso que o TechTudo preparou esta lista com apps, acessórios e
sistemas operacionais para cegos e pessoas de pouca visão. Saiba mais sobre
esses vários recursos a seguir:

 

Aplicativo Be My Eyes reúne voluntários que emprestam visão a cegos

Sistemas operacionais: Android x iOS

 

LG G3 começa a receber atualização para Andorid 5.0 Lollipop (Foto: Lucas Mendes/TechTudo) (Foto: LG G3 começa a receber atualização para Andorid 5.0 Lollipop (Foto: Lucas Mendes/TechTudo))Apple e Google desenvolveram sistemas acessíveis para deficientes visuais (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)

A briga entre Android e iOS se estende
até quando o assunto é acessibilidade. A Apple e o seu VoiceOver revolucionaram
com um leitor de tela que pode ler quase tudo que está presente na tela do iOS.
Ainda é possível ajustar zoom, fontes e inverter as cores e escalas de cinza.
Além disso, é possível parear o iPhone e o iPad com mais de 40 monitores
Braille. Já o Android, do Google, tem o leitor TalkBack, que chega
pré-instalado nos dispositivos e com funções a menos que o assistente da rival,
mas que também é muito útil.

 

“Em se tratando de acessibilidade, a
Apple é a mais eficiente. O VoiceOver lê todos os eventos da tela, estando
disponível para iPhone, iPod, iPad e MacBooks”, diz José Francisco de Souza, formado em
Letras e professor de Informática no Instituto Benjamin Constant, no Rio de
Janeiro. José, que tem acuidade visual de 20/200 e já usou os dois sistemas
operacionais, conclui: “Para quem tem baixa visão, os recursos do Android não
são tão eficientes, mas, dependendo do grau de patologia, ele pode ser usado por
essas pessoas.”

Aplicativos

Para ajudar, basta descrever o que aparece na tela do iPhone (Foto: Reprodução/Be my Eyes) (Foto: Para ajudar, basta descrever o que aparece na tela do iPhone (Foto: Reprodução/Be my Eyes))App Be My Eyes ajuda a descrever o que aparece na tela do iPhone (Foto: Reprodução/Be my Eyes)

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RunKeeper: esse aplicativo não foi
idealizado para deficientes visuais, mas tornou-se uma ótima ferramenta para
quem tem problemas de visão e pratica esportes. O RunKeeper funciona com uma
assistente que fala todos os detalhes sobre o exercício físico e ainda tem um
GPS.

 

Be My Eyes: o Be My Eyes é um
aplicativo que une pessoas com a visão perfeita e deficientes visuais. Como uma
rede social de solidariedade, esse app de vídeochamadas permite que um usuário
de baixa visão ligue a câmera e peça a uma pessoa de qualquer lugar do mundo
que descreva o que vê na tela. A rede social tem ainda um sistema de pontos:
quanto mais pessoas ajudar, mais pontos ganha quem “empresta a visão”.

 

iBrailler Notes: é um app com teclado
especial em Braille para iPad, funcionando de forma única, com as teclas indo
de encontro aos dedos do usuário, além de ler gestos e outros comandos.

 

Serviços de streaming: com o auxílio de
leitores de tela como o VoiceOver e o TalkBack, o acesso pelo celular a
serviços de streaming – que ainda não estão adaptados a todos os tipos de
deficiência – feito Spotify, Rdio e Netflix é facilitado, aumentando o alcance
dos produtos de entretenimento.

 

Ubook 

ubook (Foto: Reprodução/ubook)ubook é uma loja de audiolivros com mais de 1000 títulos no catálogo (Foto: Reprodução/ubook)

O Ubook é uma audioteca com plano de
assinatura mensal de R$ 18,90. Com um acervo que conta com vários gêneros
literários e mais de mil títulos, a empresa carioca investiu em audiolivros. A
ideia é parecida com a de serviços de streaming populares, e pode ser uma ótima
saída para quem tem dificuldades para ler, principalmente porque as opções de
audiolivros ainda são muito poucas no mercado.

 

Os usuários podem baixar o aplicativo
Ubook pela Internet, iOS ou Android, e salvar os livros que mais interessam
dentro do catálogo. Um diferencial do software é a possibilidade de
compartilhar diretamente trechos de livros nas redes sociais.

 

CPqD Alcance

CPqD Alcance (Foto: Reprodução/CPqD)CPqD Alcance é um sistema desenvolvido para o usuário ter melhor acesso ao smartphone (Foto: Reprodução/CPqD)

O CPqD Alcance é um projeto da
instituição brasileira disponível gratuitamente na loja do Google. O sistema é
um guia completo para deficientes visuais, com narração automática da
tela e com auxílio para quase todas as funções básicas e avançadas do celular.
Disponível para Android 4.0 ou superior, o sistema é de simples navegação e tem
configurações que tentam manter a privacidade do usuário, permitindo que ele
escreva sozinho. Após instalado, o CPqD Alcance já se torna a interface padrão
do celular, sem a necessidade de cadastro.

 

Relógios inteligentes

O Apple Watch permite configurar metas  (Foto: Reprodução/Apple)Os smartwatches têm menos acessibilidade do que os smartphones (Foto: Reprodução/Apple)

Com a chegada do Android Wear e do
Apple Watch, os relógios ganharam novo fôlego, com muito mais funções do que os
acessórios têm normalmente. A partir da sincronização com o sistema operacional
do smartphone, esses smartwatches ganham certa acessibilidade, mesmo que não
tão completa quanto no celular.

Além desses, no Brasil, as opções ainda
são poucas, mas há empresas que fabricam relógios específicos para cegos ou
deficientes visuais. É o caso da Laratech, que tem atualmente quatro modelos de
relógios acessíveis, em modelos feminino, masculino e esporte, com horário em
Braille e que conversam em português com o usuário.

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